terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

YUGIOH- DM VS FILLERS

ATENÇÃO:  Se você gosta de  ter uma nova maneira de duelar inventada a cada temporada, se ama colecionar os mais diversos tipos de cartas e adora tudo que a Konami faz: esse post não é pra você, porque vou tecer justamente sobre ela, e o que ela fez com a franquia de Yugioh. Não que seja algo ruim, mas definitivamente comercial, pura e simplesmente.
Yugioh virou a franquia de jogos de cartas mais popular do mundo, a venda e o apelo comercial são tão fortes que qualquer coisa que a Konami dita vira regra. Logo muitos fãs dos spinoffs da franquia torcem o nariz pro original dizendo que é o pior de todos. Só que ele eles se esquecem um grande detalhe...

1º YUGIOH NÃO É SOBRE MONSTROS DE DUELO.

Quando Kazuki Takahashi concebeu a ideia original da historia ele nunca imaginou fazer Yugi num jogo de cartas. Pelo contrário, estava em mostrar o contraste de personalidade entre o inofensivo Yugi Moto e seu álter ego das trevas o  Yami no Yugi, ou Yugi das trevas. Só que ao invés de usar luta física ele optou por fazer o personagem ser apaixonado por jogos, e estudou toda a mitologia egípcia pra embasar o poder do protagonista, fazendo com que ele desafiasse todo mundo ao seu “jogo das trevas” tendo como punição, a morte, a perda da mente ou da alma. Isso mesmo, o foco não era o jogo, e sim a dinâmica de personalidade do protagonista. Resultado: Um Yami Yugi que mata, pune  é impiedoso e um roteiro maduro e sem frescuras. Yugi sofria com o bullying dos mais velhos do colégio, sempre levava uma surra. Janouchi e Honda (Joey e Tristan) eram um dos vários que caçoavam do Yugi, mas depois se tornaram seus amigos. Os dois são personagens bons, mas antes eram violentos e intolerantes. Tea/ Anzu é mais do que a “oradora de discurso de amizade”. Ela trabalhava pra ajudar a família, e fornecia tramas que abordavam questões sérias da sociedade japonesa, como a prostituição entre jovens (sim, Joey pensou que ela estava se prostituindo). Fora que ela já foi alvo de assédio sexual seja de colegas ou por parte dos professores. Joey e Tristan contribuem com as piadas eróticas envolvendo Tea, e até Yugi acha graça. Sim, ele e Joey compartilham fitas eróticas – e depois falam que o pequeno Yugi não gosta da coisa.
Enfim Yugioh era pra mostrar o amadurecimento de Yugi em todos os aspectos e como ele conseguia ter maestria o suficiente pra inventar e jogar com seus adversários. Não era uma história pra crianças, é uma historia de terror psicológico, mostrando como um ser inofensivo pode ser corrompido pelo poder e se tornar poderoso o suficiente pra ser temido. A coisa era séria a tal ponto que Yugi tinha medo do seu “outro eu”, só depois de muito tempo é que ele passou a  ter confiança nele.
  A história é sobre o Yugi.

2º MAS O QUE UM APELO COMERCIAL FAZ.
Ainda assim, Yugi usava os jogos pra competir e numa bela tarde, Kazuki insere um jogo que ele criou numa das edições, falando de um jogo de monstros. Até ali Yugi já se aventurou em jogos virtuais, dados, baralho comum, tomagoshis, rpg, ioiôs e até golfe...Foi então que a editora notou um súbito interesse do publico pelo jogo criado por Takahashi, notando uma crescida nos números de venda do mangá sempre que o jogo aparecia. Que faremos então já que o que importa é dinheiro? FOCA A HISTÓRIA NO DUELO. E a partir daí Kazuki introduziu o jogo como o “meio oficial de conflito” da trama, e não obstante deu uma origem ao jogo. Porém ele fez algo extremamente importante, ele NÃO ESQUECEU DE CONTAR A HISTÓRIA. 

Apesar de monstros de duelo ser o que impulsiona o conflito da trama, ele não é o protagonista do mangá nem do anime. Ao contrario de Pokémon e seus derivados que só se importam em mostrar o objeto de venda, -seja o pokemon, o digimon, o medabot ou a bayblade, em Yugioh o que importa é QUEM JOGA. Kazuki se preocupou ao máximo em diferenciar sua obra, dando um passado místico ao jogo, e fazendo o protagonista estar acima dele o ligando diretamente com a origem mística e ancestral do jogo. Yugi não é só mais um duelista, e não da a mínima pra colecionar títulos de competições. Ele guarda um espirito responsável pela criação do jogo, e muitas vezes é forçado a jogar pra salvar amigos e parentes, não porque ele quer provar pra todo mundo "que é bom”. E no mais, o jogo não trás ameaça nenhuma, e não concebe poder a ninguém. Quem tem poder é o personagem, de tal modo que se o jogo nem existisse haveria o conflito de qualquer maneira. Um embate entre Yami Bakura e Yami Yugi poderia ocorrer sem monstros de duelo porque eles tem um poder ancestral, não as cartas. Tudo isso contribuiu pra fazer de Yugioh diferente de tudo que já se tinha visto até então dentro do "estilo pokemon" de historia.  Só que mesmo com tudo isso, Kazuki se viu refém do comercio, logo a Konami que licenciava o mangá o obrigou a mostrar um numero “X” de cartas por edição de mangá, por isso que se via tanto duelo, um em seguida do outro. Ainda assim, Takahashi se mostrou preocupado com historia, eis a razão dos duelos dele não seguirem as regras atuais da Konami. Ele não quer saber do jogo, nunca quis, ele queria apenas contar a historia. Mas é nítido o cansaço do autor ao final da obra, vendo que um arco importantíssimo como as memórias do faraó é considerada fraca, porque havia tanto pra ser explorado, mas o que importava era dar carta pra Konami vender.

3º KAZUKI VS KONAMI
E quando a obra chega ao fim o que fazer? Mandar o autor criar mais coisa? Eis a diferença dele pros outros autores que conheço. Como já disse, Takahashi não ta preocupado em desenvolver o jogo pra ele ficar comercialmente competitivo com MAGIC, quem tem essa preocupação é a Konami. A solução? “Peguem o título, peguem o jogo, mas deixe meus personagens em paz.”Kazuki deu autorização pra se fazer um novo Yugioh mas sem seus personagens, e sim como um spin off que trataria apenas do jogo monstro de duelo, como carro chefe da trama e com liberdades criativas próprias. Sim ele continuaria a ganhar pelo titulo e pelo jogo, mas deixou uma mensagem clara.
YUGIOH ACABOU. E Kazuki respeita isso. Ele raramente empresta seus personagens pra alguma coisa, então não desenhou mais nada do mangá, pelo menos até recentemente. Não há mais história do autor após a ultima fala de Yugi no mangá.
MAS A KONAMI NÃO PODE FICAR SEM VENDER CARTA. 
Devido ao forte apelo comercial criou-se séries que até tentam seguir a premissa básica do original mas com liberdades próprias. GX foi o mais fiel até agora, porque partia de um ponto direto do DM, não tinha Yugi, mas ele participou em alguns momentos. Não vi GX porque a personalidade do protagonista não me agradou- protagonista alegrão e bobão é típico desse tipo de roteiro, então ficou mais do mesmo.

4º VAMOS INVENTAR?
O que importa é ter um anime que impulsione a venda de cartas correto?  Que tal nos aproveitarmos de todo um trabalho de autor, pegar só a ideia básica e inventar em cima disso pra faturar? ( Típico e natural, mas é algo bom?). Vamos deixar a jogabilidade mais difícil?, Um sacrifico pra monstros de nível 5 e 6, dois pra monstros de mais níveis, monstros pendulo, monstros sincronia, monstros numero? Ok, mas como vamos mostrar isso? Ah coloca um jogo de mesa, que todo mundo joga sentado ou em arena em cima de motos. MOTOS...Ta. (Deixa o autor original desenhar o protagonista e a moto...só).



 
Como vamos abordar mais? Ah  deixa o jogo com um estilo mais tecnológico e sci fi, coloca aparatos de ficção cientifica, Duelo Com Realidade Aumentada,  coloca viagens interdimensionais, pelo espaço e tempo e...MAS O JOGO NÃO É DO EGITO ANTIGO que envolvia sacrifício de almas e poderes místicos?


5º ANTI FILLER?
Já deve ta pensando onde quero chegar...”Ah não é do autor, não me interessa.” Não. Até porque os spin offs contam com a supervisão de Takhashi. Como já disse em outro post, as vezes um filler ou uma criação a parte pode melhorar uma historia, mostrar algo que o autor não explorou mas  com Yugioh a coisa desandou num ponto que não da pra falar que é a mesma coisa. Já ouviram aquela frase “Yugioh sem Yugi, não é Yugioh” Sabe o que querem dizer com isso? Leu o começo do post? Yugioh sem kazuki Takahasi não é Yugioh, porque Yugioh não é sobre jogo, é sobre o Yugi. E tudo que Takahashi criou fazia a trama se diferenciar de todos aqueles concorrentes colecionáveis que existiam. Ele não ficou horas estudando mitologia egípcia, tentando criar um jogo, escrevendo, desenhando, pra no final ter a obra totalmente descaracterizada por puro apelo comercial.
“Ah mas tem trama dos spin offs que são bem melhores que DM” Óbvio que tem, sabe porque? Porque a essa altura se trata de outra historia (não to dizendo que o DM é ruim) mas que nada tem a ver com a criação de Takahashi, (só o nome)  já botaram o jogo que ele criou, em motos, dimensões paralelas e agora em skates, SKATES. Simplesmente desprezando a raiz da criação, monstros de duelo era pra ser só um meio de luta, em que personagens com poderes místicos se enfrentavam. Todo misticismo, magia e sacrifício humano em volta do jogo se perdeu, pra dar lugar a jogabilidade complexa tecnológica com tramas inverossímeis com ar infantil. Vide o traço dos personagens, cada vez mais simples. Dai a torção de nariz pra obra original, só porque o jogo não segue as regras da Konami sendo que a realidade é o oposto, é a Konami que não segue as regras do autor. A ideia original é por o mago negro na mesa facilmente, sem sacrifício algum, não sacrificar um monstro.

                                        6º RESPEITEM A OBRA.
Que quero dizer com tudo isso? Simples. Eu respeito Yugioh pra aceitar que ele acabou, pronto. Fazer série atrás de série só por causa de apelo comercial desgasta a historia inteira.
Vide Saint Seiya, com seus spin offs sem fim, muitos bons como Lost Canvas outros criticados como Omega, mas ainda você pode bater o olho e falar que aquilo é CDZ...Muitas pessoas não sentem isso com Yugioh. Parece que a série agora virou um “caça níquel” ou caça carta, e não há mais espaço pra criação. A série é concebida, não pra se contar uma historia e sim pra Konami vender carta. Então não se espante se alguém chamar Yugioh de “anime vendido”.


Takahashi foi esperto em fazer o que fez, - dar titulo e o jogo pra continuar lucrando com a franquia? Sim foi, assim como Kurumada  que deixa vários criadores tomarem  o nome da sua obra pra tentar a fama. Mas sabe o que acontece com isso?

PREGUIÇA DE CRIAÇÃO. Pra que vou me preocupar em criar uma obra se posso simplesmente fazer um fanzine em cima de outra coisa e tentar a sorte? Basta eu pegar um detalhe e pronto, fazer toda minha trama rodar em cima disso. Perde-se originalidade. Do YGO 5D pra frente, a serie poderia ter outro nome, ou mesmo ter concebido outro tipo de jogo, porque não há mais nada do original ali. Apesar de retomar certas coisas do jogo em si, como monstros e certos tipos de invocação, do espírito original da trama não se vê mais nada. Yugioh foi descaracterizado demais.
Por isso tem gente que não gosta, ou simplesmente ignora os spin offs, porque sentem que não há mais nada da historia que viram antes. E também por uma certa postura. Respeito a obra. Respeitar não é só elogiar, criticar e sim também aceitar seu final. E com isso manter o espirito do autor, afinal quem se dedicou tempo criando foi ele, não a Konami. Imagine se Himoru Arakawa ( de fullmetal alchemist) começasse a prolongar a história, só por causa de apelo comercial? Uma hora iria cansar, ficar monótono—tipo o one piece que nunca é encontrado pelos piratas. As vezes botar um ponto final salva a historia de quedas de qualidade e mantém o espirito que o autor cria. E criação determina término, logo deve-se respeitar o final de uma trama. E essa acabou aqui:








Eis a mensagem: Não julgue alguém que não gosta dos spinoffs. Não é que essas pessoas não gostam de “inovação”. Mas é porque elas sentem que as tramas novas não são mais aquilo que viram, apesar de serem boas. Resumindo---não ligo de você falar que Arc V, 5D, Zexal são melhores que o DM. Mas não me venha dizer que esses fillers são Yugioh, só por causa do nome ou do jogo, porque há muito tempo já virou outra coisa. Não há mais nada de egípcio, místico, de sacrifício humano em rituais antigos, de tramas adultas, de ocultismo... Enfim, nada de Yugioh.  
 

terça-feira, 31 de maio de 2016

Alice Através do Espelho: voltando no tempo sem razão.

Não era surpresa que as adaptações da Disney as vezes pecam por querem descaracterizar demais a obra original, transformando vilãs em mocinhas (como a Rainha da Neve e Malévola) ou inventando algo completamente diferente. No caso de Alice foi um pouco de acerto: contavam com o apelo de Tim Burton na direção e seu consolidado solo de fãs, que sempre estará disposto a querer apreciar as obras de visual estranho, excêntrico,  e único do diretor. Fora seus trunfos como Depp e Bohan Carter. Apesar de não ter nada a ver com o livro, o primeiro filme trás uma formula que não importa em que historia seja empregada dará certo: A jornada do herói tão retratada em Star Wars, Senhor dos Anéis e em vários clássicos da Disney como  O Rei Leão. Na primeira aventura havia uma ameaça certa e Alice tinha que se aventurar naquele novo mundo que havia esquecido. E nesse tipo de trama transformar os personagens mais humanos em "guerreiros lutando pra derrubar uma tirana" deu certo. Ok, batido, meio óbvio, mas deu certo.
Agora nessa segunda adaptação, e continuação as coisas viram do avesso.
Apesar de Mia Wasikowska evoluir na sua interpretação como Alice sua personagem não tem mais nenhuma surpresa. Ainda enfrenta o machismo de sua época mas em Underland pra ela nada há de novo. Aquele mundo pra ela virou algo até casual. E é aqui onde acho que o filme peca: Cade a ameaça?

Por não haver uma ameaça concreta Alice se joga numa aventura pelo motivo mais banal e comum, fazer seu amigo Tarrant sorrir de novo: Nobre porém fraco. Neste ponto somos apresentados ao chapeleiro que não lembra em nada o Tarrant do primeiro filme. É caracteristica do personagem ser exagerado, com ele não há meio termo, ou ele esta feliz ou triste demais. Só que esqueceram um ponto muito importante dele:
A raiva. Tarrant de repente cai em "depressão" por se lembrar que tem pais perdidos, e ao invés de sair em busca deles, fica em casa se lamentando pelos outros não acreditarem nele. Cade aquele chapeleiro capaz de ir pra uma guerra pra derrubar um reinado tirano? Aquele personagem enigmático mas cheio de atitude? Não, aqui ele só lamenta e chora. Fora que a maquiagem dessa vez ficou falsa demais devido a fotografia do filme, que contrasta com tudo, mas com o rosto de Depp briga o deixando as vezes incomodo de se olhar.  Mas algo que nunca foi explicado foi a aparência dele se comparado com a da família, porque ele é o único que fica daquele jeito, pálido e cheio de cores? Quiseram amenizar o contraste que Tim Burton deu no primeiro filme mas aqueles filtros combinavam, agora Depp poderia muito bem ter feito esse personagem de cara mais limpa que ia funcionar. O primeiro chapeleiro é um membro de uma resistência, cuja raiva  o motiva a fazer qualquer coisa, apesar da loucura. Lembra em alguma coisa o depressivo e incomodo Tarrant que só sabe ficar chorando?
Foi legal ver todos pequenos, mas a viajem no tempo poderia ser bem mais resumida (ou nem existir, Alice poderia ter descoberto onde os pais de Tarrant estavam de qualquer outra maneira). Era só ir perguntar a Iracebeth por exemplo se ela sabia de algo.  A motivação da protagonista apesar de nobre é meio fraca pra sustentar o roteiro, tinha que ter um algo a mais pra não ficar apenas com o chapeleiro sendo razão de tudo.. O filme se desenrola com o objetivo de salvar a família de Tarrant porém não há em nenhum momento uma verdadeira ameaça. (Só uma sucessão de eventos que por acaso fariam Underland ser destruída) O Tempo de Sasha apesar de muito convincente e excelente, não atua como vilão de peso, as vezes persegue Alice em alguns momentos, logo a trama se resume a uma historia básica, cujo único objetivo é passar lições (boas) sobre o tempo. E só. Quando vi os trailers  pensei que o tempo seria um vilão, que fez o chapeleiro ficar doente e Alice teria que impedi-lo de fazer isso. E nessa meia trama a rainha vermelha faria algo pra tomar o poder e reinar sobre  Underland novamente, (não só fazer Mirana pedir desculpas). E Alice teria que tomar uma decisão difícil entre salvar o clã da cartola ou derrotar a rainha vermelha, enfim jogar a protagonista num dilema.
No mais, a  trama apela pro sentimentalismo de dramas familiares, que serviriam bem como plano de fundo, mas não como principal  e esquece de nos dar aquele algo a mais na motivação de cada personagem. Alice não precisava viajar no tempo pra resolver uma questão tão simples. Seria o caso da viagem ser uma ultima opção, não a primeira. 
Só que querendo ou não a disney conseguiu de novo, o marketing empenhado levou as pessoas ao cinema. Afinal o primeiro filme teve uma aprovação razoável, mas esse segundo pecou no que diz respeito a trama. 
As vezes querer mudar demais, faz acontecer essas coisas. Não adianta nada mudar as cores e efeitos especiais se a trama não convence. 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Eiri e Hyoga Trabalho em Linha



Hyoga e Eiri casal esquecido



As vezes algumas criações apesar de estourarem de sucesso, tem certos aspectos que são poucos explorados pelo autor. E dependendo do gênero nem precisam ser explorados mesmo, ainda assim há aquelas pessoas que adquirem empatia por certas "liberdades criativas" que uma produtora toma quando adquire os direitos sobre uma obra.Cavaleiros é um exemplo de que as vezes fillers podem ser bons, e mesmo autores (que não o original) podem melhorar uma obra , vide a Saga de Asgard e The lost Canvas, ótimas histórias que Kurumada nunca pensou em fazer. As produtoras podem ter a liberdade de explorar aspectos que o autor jamais faria, dando mais profundidade a alguns personagens.

 Kurumada  no mangá, se preocupou em arranjar pares pra todos os personagens, Seiya  por causa de seu protagonismo tem três mulheres que ficam atrás dele (Saori, Shina e Minu), Ikki amou Esmeralda e  Pandora mas acabou sozinho, Shiryu sempre teve Shunrei ao seu lado,até Shun de Andrômeda tem seu par, a amazona de prata June de Camaleão. Porém Hyoga em nenhum momento, teve seu par definido, e assim permaneceu até o final do manga. No entanto, na saga de Argard Hyoga conhece Flér (ou Freya), irmã de Hilda, e muitos pensaram que ele poderia ter gostado dela (pelo elogio que Hyoga faz aos olhos da moça). Porém a relação de Freya com Hagen é nítida, uma coisa que veio da infância e que dificilmente se quebraria. Mesmo com Cisne derrotando Hagen,  Freya nunca assumiu nada com Hyoga. E é ai que a produtora decide, criar outra personagem pro cavaleiro de gelo. De certo modo, me aparenta que só criaram Eiri Azawa, pra não ser necessário mostrar nem animar a Deusa  da Discordia Éris de primeira (convenhamos aquele cabelo é impossível, Medusa teria inveja).
  Mas possibilitou uma ideia bem feita. Uma hospedeira pra deusa maligna, que trabalha no mesmo orfanato que todos os protagonistas,  logo duas "deusas" cresceram lado a lado (partindo do pressuposto que Eiri sempre esteve no orfanato, afinal é ajudante de Mino e no filme ela não aparenta ser uma recém chegada, uma vez que tem intimidade com as crianças) , e um dia iriam se enfrentar. Daria uma ótima saga, elementos não faltavam, Seiya protegeria Saori e Hyoga  protegeria Eiri, porque nessa história a coisa mudou. Eiri é salva por Hyoga de um atropelamento e se encanta com ele no mesmo instante. Poucas cenas depois o cavaleiro demonstra ter se apaixonado por Eiri também. Ele é correspondido. Imagine o embate que seria entre Seiya e Hyoga se ambos tivessem que proteger quem gostavam? Afinal Eiri teve seu corpo possuído por Éris , e Hyoga teve  a chance de mata-la no filme, quando ela mesma foi atrás dele, curiosa  pelo fato de ter visto a imagem dele no coração de Eiri. Óbvio ele jamais machucaria Éris se isso custasse a vida de Eiri. O cavaleiro de cisne poderia ser julgado por colocar sua lealdade a Athena em cheque. 
Realmente esse filme da Eris deixa uma sensação de "puxa se fosse melhor feito, se fosse explorado mais" alias todos os filmes de CDZ deixam isso.  E muitas  coisas ficaram no ar. Hyoga depois que salva Eiri a convida pra dar uma volta até anoitecer. Conversa essa que nunca veremos.



Apesar de esquecido, esse casalzinho tem sua porcentagem de fãs, num blog espanhol  teve uma enquete e vi que entre os possíveis  pares pra Hyoga, Eiri ganhava em 57% de Freiya que tinha apenas 20 %. Mesmo com Freya sendo mais conhecida pela serie em si, Eiri é o par oficial do Hyoga como mostra o poster.


 Apesar das duas  serem fillers, inexistentes na obra original, suas participações contam como um exemplo do que poderia ser explorado, não só elas mas como outros personagens e histórias criadas pela toei. Pena que muitas vezes até a produtora deixa suas criações de lado, todo o potencial que a história tinha infelizmente foi reduzido a um filme. Foi uma pena porque Eris é uma inimiga digna. Foi até matar com as próprias mãos o cavaleiro que sua hospedeira gostava com o objetivo de ver os dois sofrendo. Será que Eiri viu tudo e não pode fazer nada? Não viu? Perguntas que nunca terão resposta. Eiri apareceu no OVA e nunca mais foi vista. Ainda assim fica no imaginário  de muita gente o que poderia ter acontecido depois de tudo, ou se fosse tratado como uma história sólida levada a serio, como o Prólogo do Céu. Realmente daria uma boa saga.




Atualização sobre o comentário:

"Hyoga e Eiri não são um casal! Primeiramente ela não existe, foi criada apenas para esse filme e nunca foi confirmado que eles são de fato um casal, pelo criador da série Massami Kurumada.  " 
Freya também nunca foi confirmada como par romântico de Hyoga pelo criador Kurumada. 
A questão é que CDZ tem o canon da Toei e o canon do mangá e ambos são válidos para cada mídia. 
Citar a  Natássia no país do gelo dizendo que Freya foi inspirada nela logo ela seria o interesse romântico de Hyoga não vale muito porque Natássia  não demonstra sentimentos por Hyoga  e nem ele por ela. Para o autor Kurumada Hyoga não tem par.  O mesmo se a plica a Freya, inspirada na Natássia. 
Mesmo que na série da saga de Asgard Hyoga tenha toda uma luta protegendo Freya,
  e ela a ele contra Hagen, é só notar no final da batalha por quem Freya chora: Hagen! 

É por ele que ela se arrasta devastada por ele ter morrido, ela em nenhum momento fica feliz por ter sido "salva de Hagen" por Hyoga. 





E vamos a um estudo de semiótica aqui: 
Para os japoneses o amor é expressado de formas bem sutis, e fica mais subentendido em animes mais antigos. Seiya e Saori demonstram trocas de olhares e palavras gentis.  Porém há também a tão conhecida "vergonha", demonstrado com  bochechas vermelhas. 
Nem Natássia, nem Freya demonstram ficarem "com vergonha" de Hyoga, 
apenas uma personagem sentiu isso.
Do mesmo modo, Hyoga não fica "com vergonha" de Natassia, nem Freya. Só tem uma pessoa que provoca esse sentimento nele. 


Podemos também citar outra demonstração sutil, o toque de mãos é o contato mais intimo que dois personagens podem ter em animes, levando em conta o contexto obviamente. Um personagem masculino pegar na mão de uma personagem feminina numa fuga é comum. Mas quando envolve sentimento a cena envolve mais contexto: No caso Freya pega a mão de Hagen ao se lembrar de todos os momentos de infância juntos. 



Hyoga não toca na mão de Eiri, mas tem uma cena inteira dos dois saindo sozinhos numa noite. (O que já é além do que é usualmente mostrado para um anime antigo). Ambos olham um pro outro com vergonha. há um poster oficial do Filme O Santo Guerreiro, onde Hyoga está pegando na mão de Eiri. Não há imagem oficial com Freya e muito menos Natássia na mesma posição.
Dizer que eles "não são um casal" por preferencia é simplesmente negar evidências. 






No canon da Toei, a única personagem por quem Hyoga demonstrou sentimentos claros e foi correspondido foi Eiri. 

    Aqui está um video esclarecendo melhor:



No mais, não quero ditar nada. Se acha melhor a relação de Hyoga com Freya ou mesmo Natássia não há problema. Até entendo a preferencia por Freya por ela ter a serie para se embasar e Eiri ficar restrita apenas a um filme. 
O que resta para nós fãs é curtir os casais que gostamos, já que por canon original do mangá Hyoga se manteve solitário até o fim. 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Video do Eleventh Doctor cantando

Bem não é bem Matt Smith que canta, e sim seu dublador Silvio Giraldi, aqueles que viram Doctor Who na TV Cultura vão saber quem é. Aqui ele canta uma versão brasileira da canção Christmas Blues. Logo fiz um vídeo contendo as imagens dos especiais de natal de Doctor Who.

Como a primeira vez que postei o video a BBC bloqueou (sendo que tem milhões de vídeos com conteúdo dela espelhado pelo YouTube, não sei porque bloquear só o meu!) então tentei upa-lo como não listado, mas assim só poderá ver o vídeo quem tem o link. é deixar e ver se não bloqueiam de novo, mas se bloquearem esta no face também:
https://www.facebook.com/fernanda.rodrigueslucianomartins/videos

https://www.youtube.com/watch?v=Yu11FGKoLks&feature=youtu.be